Dentre as três principais maneiras para a reconstrução mamária , o uso dos expansores de pele tem como principal indicação as pacientes magras, com a mama normal de tamanho pequeno ou médio e que perderam pouca pele durante a retirada da mama com o tumor.
Para que seu uso proporcione uma boa reconstrução, também se faz necessário que, no local da retirada da mama, a pele não esteja muito esticada e, de preferência, não tenha sido retirado o músculo peitoral (fig 1).
Os expansores são próteses de silicone “murchas” que colocamos abaixo da pele e dos músculos da região a ser reconstruída. Eles possuem uma válvula que também estará abaixo da pele e por onde preencheremos o expansor com soro durante os 2 ou 3 meses do pós-operatório (fig 2).
Após este período de preenchimento até um tamanho semelhante ao da mama preservada, a pele que recobre o expansor terá se distendido e “laceado”, permitindo a troca deste por uma prótese mamária definitiva (fig 3).
Estas duas cirurgias têm cerca de 1 hora cada uma e as pacientes apresentam pós-operatório tranqüilo, sem dores ou incômodos importantes. Como ocorre nas outras técnicas de reconstrução mamária, teremos um próximo passo cirúrgico para a reconstrução do mamilo e pigmentação da aréola (fig 4).
É importante salientar que apesar da simplicidade do método, a mama reconstruída com prótese terá uma consistência mais “firme” que a da mama normal, havendo uma tendência a ficar mais “empinada”. Por isso, muitas vezes, preferimos colocar uma prótese no lado normal já na primeira cirurgia. Assim, ao final, teremos as duas mamas com prótese e com consistência e formato mais parecidos (fig 5).